segunda-feira, 9 de março de 2015

Bike Rio - alerta aos usuários


O ano começou muito diferente para mim. Pela primeira vez na vida eu tenho cartão de crédito e faço transações eletrônicas (eu era um usuário de papel moeda convicto, e ainda não confio totalmente em dinheiro invisível). Isso me permitiu usufruir do serviço Bike Rio, sistema integrado de aluguel de bicicletas disponibilizado em parceria do banco Itaú com a prefeitura do Rio que cobre, de maneira meio desconexa, Zona Sul, Centro e Grande Tijuca (a rede funciona de maneira mais coesa nessa região, embora as ciclovias não cheguem na maior parte da Grande Tijuca), Rocinha (uma única estação cuja utilidade prática eu ainda hei de encontrar), Barra, Recreio, e Madureira (4 estações isoladas dentro do Parque de Madureira). Uso o serviço quase diariamente, e desde 12 de janeiro já percorri quase 250 km pela cidade. Em outra ocasião eu escreverei amenidades sobre isso.

O motivo de eu estar escrevendo sobre isso hoje é que eu sofri um acidente e acho que vale a pena deixar aqui como alerta aos demais usuários sobre a segurança do equipamento.

De manhã eu cheguei de ônibus em Vila Isabel, e peguei uma bike na estação 192 da Praça Barão de Drumond. Pretendia ir com ela até a Praça da Bandeira, evitando assim um trânsito e um caminho desnecessariamente convoluto do ônibus que eu pegaria para chegar ao trabalho, e com isso economizaria cerca de 15 minutos de viagem. Quando cheguei ao cruzamento da Av. Manuel de Abreu com a Rua Felipe Camarão, uma espécie de pontezinha que passa sobre o canal que segue pelo meio da avenida, eu me desloquei para fora da avenida e fiquei esperando o sinal da Felipe Camarão fechar para atravessar. Quando fechou, eu me apoiei sobre o guidão para acelerar. De repente, todo o meu peso foi para frente e para baixo, e eu rolei pelo chão no meio da rua.

O guidão havia se partido completa- mente. Estou colocando uma foto aí ao lado para mostrar como ficou. O guidão é um tubo de alumínio oco e bem fino que se rompe sem avisar. Ele não amassa, não racha, simplesmente quebra sob stress, e stress neste caso significa inclinar seu corpo para frente sobre ele. Não foi a primeira vez que isso me aconteceu; outro dia, ao atravessar um sinal na Delfim Moreira, no Leblon, o guidão se rompeu, mas de uma forma em que eu ainda consegui "encaixar" as duas partes e, com o cuidado de uma mãe, levá-la até uma estação próxima.

Me levantei, bati umas fotos, e levei a bike até a estação mais próxima dali, a 199 (Praça Niterói). Quando cheguei lá, a ironia: alguém havia sofrido o mesmo tipo de acidente de deixado a bike naquela estação com o guidão partido. A foto aí mostra as duas juntas.

A minha sorte, em ambos os casos, hoje e quando aconteceu no Leblon, foi ter atravessado com o sinal fechado, e não estar seguindo o fluxo, senão seria atropelamento na certa. E mais, sorte do meu corpo não ter caído sobre o cano partido de alumínio, sobre o qual estava apoiado no momento da quebra, senão eu seria rasgado pelo metal. Apesar do perigo e da pastelança da queda, não tenho nenhum roxinho decente pra contar história. De qualquer forma, registrei o ocorrido ao Bike Rio por telefone, e estou divulgando em todas as minhas redes para ver que providências serão tomadas. Aos usuários, o alerta.

5 comentários:

Pry Vence disse...

Olá! Já vi um caso similar quando trabalhava em Juizado, só que o autor não teve a mesma sorte, e se machucou mais, a bicicleta praticamente desmontou com ele andando. O ideal seria fazer um registro de ocorrência do caso. Já existem ações similares, inclusive estava conversando sobre isso ontem!

João Alves disse...

Quando via as bicicletas quebradas assim na estação achava que tinha sido vandalismo. Agora vejo o perigo que corria ao percorrer a Av. Rio Branco ao lado de carros e ônibus. Grato pelo alerta.

Ariel Carvalho disse...

Eu costumava passear pela orla do rio com essa bicicleta até desabar no chão na ciclovia do aterro do flamengo...

Se você notar, a trava do banco da bicicleta é muito frágil. O que aconteceu comigo foi que eu vinha em alta velocidade e o banco desceu sozinho, o que fez com que a bicicleta balançasse bruscamente e eu perdesse o controle e caísse feio. Ralei a perna e o cotovelo, mas não foi nada grave. A sorte é que não tinha ninguém na hora que pudesse colidir em mim.

Depois desse dia, nunca mais andei nessas bikes e não recomendo-as para ninguém.

Justo D'Ávila disse...

Isso é só um dos problemas. Estações inteiras não funcionam, a manutenção em geral é péssima, o crédito acaba antes do tempo, o SAC não responde e não há logística de reposição de bicicletas e estações inteiras ficam sem bikes disponíveis.

Monocromático disse...

Pry Vence: eu pensei em entrar com ação, mas eu não quero dinheiro, espero só a melhoria do serviço, mas ainda assim vou continuar usando canais públicos para apontar os problemas. A menos que eles resolvam me cobrar pela bicicleta quebrada, aí sim eles vão ver quem eu sou... :P

João Alves: eu também tive esse calafrio de me dar conta do risco que é andar forte no meio do trânsito. Estou evitando abusar.

Ariel Carvalho: a trava do banco falha direto. Mas o fato de eu ser pesado me ajuda a não sofrer com isso, porque, se a trava é ruim, quando já começam as trepidações o banco já vai baixando, sem sustos. Mas aí ou vc pedala numa posição ruim, ou tem que trocar de bike, e o ideal é que nenhum dos dois seja necessário :P

Justo D'Ávila: Praticamente a semana toda as quatro estações que fazem uma reta do Horto até a Lagoa ficaram quase o tempo todo vazias. Na estação do Horto tem 2 bikes presas com pedido de manutenção há mais de uma semana, e na estação Pacheco Leão, logo abaixo, tem outra há mais tempo ainda, com o pneu vazio e a câmara puxada pra fora e enroscada na roda. Ontem eu desci do Horto numa que nem tinha freio. Nenhum carrinho do Itaú aparece pra levar embora nem trazer outras.

 
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