Domingo, 8 de Março de 2009
Mulheres
Às senhoras, senhoritas, e aos homens que gostariam de ser mulheres (e a alguns que até são), parabéns.
Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
Meu pai achou um peixe na rua
Meu pai achou um peixe na rua.
Quando pensei nessa frase, me pareceu o começo de um daqueles contos em que cada expressão exprime vários significados ao mesmo tempo, sendo a compreensão de pelo menos um ou dois deles reservados ao autor, outro à imaginação do leitor, e um quarto, que é o literal. Talvez até algum leitor com o terceiro olho aberto (aquele da testa, não o que você pensou) interpretasse, usando o sentido literal das palavras, de maneira mística, o evento como um sinal divino a ser interpretado por especialistas, enquanto o cético refletiria dois segundos antes de seguir adiante após ler tamanho absurdo numa só sentença. Mas não, não é nada disso: realmente, meu pai achou um peixe na rua! Não apenas encontrou o peixe, um cascudo, na rua, mas o encontrou vivo, atravessando aos saltos, o asfalto quente, tentando encontrar algum lodo onde pudesse respirar melhor nos matagais dos dois lados da rua, provavelmente fugindo do charco a secar no terreno vizinho à minha casa (como ele foi parar lá em primeiro lugar, eu não me atrevo a responder).
Minha cachorra tem um peixe de estimação.
Alguém poderia ler essa frase e pensar que estou iniciando alguma fábula cujo significado virá no final, O Peixe e a Cachorra, sobre a importância das amizades ou dos benefícios das boas ações. O erudito até poderia parar por um instante e procurar na memória se La Fontaine escreveu algo deste tipo, e se eu não estaria aqui a começar a reproduzir seu texto, ou apenas plagiá-lo como se fosse meu. Mas não, não é nada disso: realmente, minha cachorra adotou o cascudo encontrado na rua como bicho de estimação! Meu pai o colocou numa bacia com água e terra até que a minha irmã chegue com o carro e ele possa levá-lo ao riacho mais próximo. Minha cachorra fica excitadíssima rodeando a bacia, olhando para a água, e às vezes bebendo dela, só para ver o peixe se mover. Agora há pouco ela latiu para que alguém mexa no peixe para ela ver.
Viver com simplicidade torna até os absurdos perfeitamente aceitáveis :^P
Quando pensei nessa frase, me pareceu o começo de um daqueles contos em que cada expressão exprime vários significados ao mesmo tempo, sendo a compreensão de pelo menos um ou dois deles reservados ao autor, outro à imaginação do leitor, e um quarto, que é o literal. Talvez até algum leitor com o terceiro olho aberto (aquele da testa, não o que você pensou) interpretasse, usando o sentido literal das palavras, de maneira mística, o evento como um sinal divino a ser interpretado por especialistas, enquanto o cético refletiria dois segundos antes de seguir adiante após ler tamanho absurdo numa só sentença. Mas não, não é nada disso: realmente, meu pai achou um peixe na rua! Não apenas encontrou o peixe, um cascudo, na rua, mas o encontrou vivo, atravessando aos saltos, o asfalto quente, tentando encontrar algum lodo onde pudesse respirar melhor nos matagais dos dois lados da rua, provavelmente fugindo do charco a secar no terreno vizinho à minha casa (como ele foi parar lá em primeiro lugar, eu não me atrevo a responder).
Minha cachorra tem um peixe de estimação.
Alguém poderia ler essa frase e pensar que estou iniciando alguma fábula cujo significado virá no final, O Peixe e a Cachorra, sobre a importância das amizades ou dos benefícios das boas ações. O erudito até poderia parar por um instante e procurar na memória se La Fontaine escreveu algo deste tipo, e se eu não estaria aqui a começar a reproduzir seu texto, ou apenas plagiá-lo como se fosse meu. Mas não, não é nada disso: realmente, minha cachorra adotou o cascudo encontrado na rua como bicho de estimação! Meu pai o colocou numa bacia com água e terra até que a minha irmã chegue com o carro e ele possa levá-lo ao riacho mais próximo. Minha cachorra fica excitadíssima rodeando a bacia, olhando para a água, e às vezes bebendo dela, só para ver o peixe se mover. Agora há pouco ela latiu para que alguém mexa no peixe para ela ver.
Viver com simplicidade torna até os absurdos perfeitamente aceitáveis :^P
Domingo, 1 de Fevereiro de 2009
Ano novo de novo
Já que hoje começa o ano chinês, eis aí uma segunda chance de recomeçar e fazer deste ano algo que valha a pena.
Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
Este será um longo ano.
Terminei meu namoro essa semana. Apesar de sermos felizes juntos, eu percebi que eu estou numa fase da vida em que eu não posso levar um relacionamento sério a dois. Eu estou quebrado, minha vida profissional paralizada, e tudo que eu quero fazer depende de outras pessoas. Eu tenho 30 anos, e, após um relacionamento de 3, não havia mais espaço para crescer como casal, para dar os próximos passos que nós planejávamos. A partir daí seria só frustração, e se permanecêssemos juntos, seria muito pior.
Então conversamos, e, apesar da dificuldade do momento, ficamos bem. Como eu estava na casa dela, e faltava ainda quase uma semana para eu ir embora na data combinada, aproveitamos para passear juntos e curtir o tempo que nós tínhamos. O que me deixa cheateado foi ter que abrir mão disso para dar um rumo à minha vida pessoal, que está aos cacarecos por causa das minhas próprias escolhas (que, por si só, já me deixam puto). E tem mais: "dinheiro não traz felicidade" é uma mentira que os ricos inventaram para manterem os pobres sob controle. Eu estou pobre, e não estou rindo.
Então conversamos, e, apesar da dificuldade do momento, ficamos bem. Como eu estava na casa dela, e faltava ainda quase uma semana para eu ir embora na data combinada, aproveitamos para passear juntos e curtir o tempo que nós tínhamos. O que me deixa cheateado foi ter que abrir mão disso para dar um rumo à minha vida pessoal, que está aos cacarecos por causa das minhas próprias escolhas (que, por si só, já me deixam puto). E tem mais: "dinheiro não traz felicidade" é uma mentira que os ricos inventaram para manterem os pobres sob controle. Eu estou pobre, e não estou rindo.
Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
3 anos
Hoje completo 3 anos de namoro com a Gi. Agora é oficialmente o relacionamento mais longo que eu já tive.
Tá na hora de casar. Aceito ajuda :^P
Tá na hora de casar. Aceito ajuda :^P
Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
O futuro é agora... e já passou
Ontem, completaram-se 7 anos desde que eu comecei a blogar no Preto no Branco (embora o histórico ali ao lado desminta isso). Já já eu mudo o banner, já é o oitavo ano de vida. Fernando Henrique Cardoso ainda era presidente :^P
O ano de 2008 foi uma cloaca. Tenho esperanças de que 2009 seja melhor, pois é bem improvável que as coisas piorem ainda mais.
O ano de 2008 foi uma cloaca. Tenho esperanças de que 2009 seja melhor, pois é bem improvável que as coisas piorem ainda mais.
Domingo, 21 de Dezembro de 2008
Jingle bell, acabou o papel
É natal de novo. Meldels. Como este ano nenhum membro da minha família virá nos visitar, concordamos meus pais, minha irmã e eu em sequer tirar enfeites de natal das caixas para parecermos felizes e festivos só por causa da cor do dia 25 no papel do calendário.
E eu, como sempre, estou colocando meu espírito natalino no prumo, e comecei por assistir hoje cedo ao programa Mosaico, da comunidade judaica (que acenderá a primeira das 8 velas da Consagração esta noite, mas eu não compartilharei do ritual tampouco :^P). O Rabino Sobel está com mal de Parkinson, e pregava unidade sobre as diferenças entre judeus e cristãos.
Aí mudei de canal e vi o hate speech do Pastor Malafaia contra tudo que não seja protestante, e perdi a esperança.
E eu, como sempre, estou colocando meu espírito natalino no prumo, e comecei por assistir hoje cedo ao programa Mosaico, da comunidade judaica (que acenderá a primeira das 8 velas da Consagração esta noite, mas eu não compartilharei do ritual tampouco :^P). O Rabino Sobel está com mal de Parkinson, e pregava unidade sobre as diferenças entre judeus e cristãos.
Aí mudei de canal e vi o hate speech do Pastor Malafaia contra tudo que não seja protestante, e perdi a esperança.
Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008
Presente pra mim
Meu aniversário de 3.0 amanhã, e eu ainda me divirto desenhando mais que qualquer coisa que eu faça sozinho:


Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Diproma!
Ontem recebi meu certificado de conclusão do curso avançado de animação! \o/ Pra fazer essa parada a sério e poder chamar a mim mesmo de "animador", eu só preciso de um scanner. Ou de um patrocinador que me pague um :^P
Enquanto isso, pintou uma possibilidade de trabalhar meio período no Museu Nacional com bolsa (ou melhor, pelo tamanho da verba, seria uma bolseta). Vou conferir isso também.
E, finalmente, os trabalhos da Trixx Design para atender os pedidos de final de ano estão terminando. Passei os últimos dois meses pintando 42 mil bolinhas pretas e lichando quase 4 mil peças de resina. Mas, se alguém quiser presentear alguém querido no final do ano com algo diferente, original, criativo e divertido (ao mesmo tempo), entre no site e faça seu pedido :^)
Enquanto isso, pintou uma possibilidade de trabalhar meio período no Museu Nacional com bolsa (ou melhor, pelo tamanho da verba, seria uma bolseta). Vou conferir isso também.
E, finalmente, os trabalhos da Trixx Design para atender os pedidos de final de ano estão terminando. Passei os últimos dois meses pintando 42 mil bolinhas pretas e lichando quase 4 mil peças de resina. Mas, se alguém quiser presentear alguém querido no final do ano com algo diferente, original, criativo e divertido (ao mesmo tempo), entre no site e faça seu pedido :^)
Sábado, 15 de Novembro de 2008
Formigas
Os formigueiros estão em pé de guerra. Isto não é uma metáfora. Algo externo aconteceu, talvez uma invasão de formigas de um formigueiro das vizinhanças, ou uma galeria destruída levando suas habitantes a atacarem territórios vizinhos. Só sei que formigas de todas as espécies e tamanhos estão se movimentando em longas filas por toda a parte, no meu quintal e nas ruas próximas, indo de um buraco a outro, e atacando furiosamente qualquer coisa que se ponha no caminho. Mais ou menos o que acontecia na Eurásia, quando um grupo de nômades era impelido em direção aos territórios vizinhos, forçando seus habitantes a se mudarem para outros lugares, o que precipitou as invasões de germanos, hunos e eslavos ao que antes era o Império Romano.
As formigas são parecidas conosco. No caso delas, o comportamento social é inato, e elas não têm realmente muitas escolhas, até por serem biologicamente muito especializadas e não serem preparadas para viverem separadas do seu grupo. Mas são seres sociais que concentram suas vidas e esforços na construção de moradia, no cultivo de alimento, e nas necessidades de sua líder. São as agricultoras mais antigas que se conhece, pois, ao contrário do que a maioria pensa, elas não comem as folhas que cortam das árvores, nem o açúcar que recolhem das mesas, nem os animais que despedaçam no chão, mas sim os carregam para dentro do ninho, onde, em galerias especiais, depositam os espólios, que se tornam alimento dos fungos que cultivam, estes sim, para sua própria alimentação. Algumas também são especializadas em pastorear pulgões, que sugam a seiva das plantas e exudam gotículas de água adocicada, que essas formigas recolhem e levam para o ninho; essas formigas protegem os pulgões e, algumas vezes, os carregam para locais onde possam se alimentar e fornecer o açúcar de que as formigas precisam. Outras ainda são "pastoras" de árvores, instalando-se em seu oco e defendendo sua fonte de alimento contra qualquer animal que ameace a saúde do vegetal. Assim como nós, cada espécie tem sua capacidade de destruição, mas tem também o impulso de proteger aquilo que lhe é mais valioso.
A diferença é que a nossa concepção do que tem ou não valor já não passa mais pelo instinto, e quando o instinto dá lugar ao racional, fudeu.
As formigas são parecidas conosco. No caso delas, o comportamento social é inato, e elas não têm realmente muitas escolhas, até por serem biologicamente muito especializadas e não serem preparadas para viverem separadas do seu grupo. Mas são seres sociais que concentram suas vidas e esforços na construção de moradia, no cultivo de alimento, e nas necessidades de sua líder. São as agricultoras mais antigas que se conhece, pois, ao contrário do que a maioria pensa, elas não comem as folhas que cortam das árvores, nem o açúcar que recolhem das mesas, nem os animais que despedaçam no chão, mas sim os carregam para dentro do ninho, onde, em galerias especiais, depositam os espólios, que se tornam alimento dos fungos que cultivam, estes sim, para sua própria alimentação. Algumas também são especializadas em pastorear pulgões, que sugam a seiva das plantas e exudam gotículas de água adocicada, que essas formigas recolhem e levam para o ninho; essas formigas protegem os pulgões e, algumas vezes, os carregam para locais onde possam se alimentar e fornecer o açúcar de que as formigas precisam. Outras ainda são "pastoras" de árvores, instalando-se em seu oco e defendendo sua fonte de alimento contra qualquer animal que ameace a saúde do vegetal. Assim como nós, cada espécie tem sua capacidade de destruição, mas tem também o impulso de proteger aquilo que lhe é mais valioso.
A diferença é que a nossa concepção do que tem ou não valor já não passa mais pelo instinto, e quando o instinto dá lugar ao racional, fudeu.
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