terça-feira, 8 de julho de 2008

Este sou eu

Não estranhe, ao entrar aqui pela primeira vez e comparar a imagem-título com o teor do histórico deste blog. Sete anos e meio. É o tempo de vida do Preto no Branco, blog que criei no finado weblogger.com.br em 30/12/2001. Com o fim do serviço do weblogger em três dias, fui forçado a criar um novo blog, aqui, por comodidade. Um blog sem história, sem passado, sem rugas nem cicatrizes, sem tristeza nem alegria.

Como as pessoas a quem eu chamei a atenção para o novo endereço já me conhecem há anos, acho redundante me apresentar. Mas como este blog é pessoal, aberto e não tem história, então acho apropriado que este seja o primeiro post, em corpo e alma.

Eu sou Monocromático. É o único apelido que eu conheço que foi a própria pessoa quem escolhei e que "pegou". Na verdade, ele surgiu em 1997 quando me perguntaram porque eu vestia apenas preto, e, sem uma justificativa racional para isso, respondi que era monocromático, como os monitores de computador antigos (é uma das centenas de explicações para este fato, que não tem tanta importância assim afinal). Ficou. Ficou de tal maneira que, na faculdade de Biologia da UFRJ, onde me formei em 2002, existe até hoje no calendário de trote de calouros o "Dia do Monocromático", onde os bichos têm que vir todos vestidos de preto e adorar a minha persona (depois que eu me mandei, passaram a adorar objetos inanimados como símbolos da minha presença :^P). Meus amigos, e pessoas que eu nem conheço me conhecem assim, e enquanto a minha chefe me chamar de Mono, ninguém precisa saber o meu nome. Não aqui.

Mas eu não me escondo. Sou botânico, trabalho no Museu Nacional, tenho visões heterodoxas sobre a maneira de se fazer ciência, e mais de uma vez as coisas que eu escrevi no meu blog (no falecido...) se voltaram contra mim, porque, embora tímido e moderadamente inteligente, não consigo deixar de falar o que eu penso, mesmo que tenha pensado errado. Tenho até fotos minhas em álbum aberto no orkut, para provar que não sou fake. Me irrito com aparelhos elétricos e eletrônicos, nós, sorvetes de morango, cor-de-rosa, música (de qualquer gênero) enquanto estou em alguma tarefa ou pensamento, e pessoas que escrevem deliberadamente errado para se comunicar pela internet. Sou da geração saudosa dos anos 80 e não tenho vergonha de esconder minhas preferências por desenhos animados, Chaves e Chapolin, video games, Bozo, e outras podreiras, mais pelo sentimento que despertam do que pela qualidade em si. Eu respeito muito o meu passado, pois é dele que eu sou feito. Posso até me arrepender de algo que fiz, mas não faço questão de esconder, e nem de esquecer. Meus erros são tão importantes quanto meus acertos.

Casualmente escrevo sobre notícias acontecimentos do quotidiano, mas normalmente meu blog é intimista, um registro da minha própria vida e sentimentos, que não interessam a quase ninguém. Não tenho a ilusão de muitos blogueiros de que a minha vida é importante, diferente ou interessante o suficiente para "caçar" potenciais leitores para me fazer platéia. Ninguém vai me ver abrindo um post com "oi galera", embora eu goste de ler opiniões (é diferente no meu outro blog, onde eu escrevo "para fora", justamente esperando por opiniões :^P).

Seja o que Deus quiser.

Um comentário:

Tiziane Macedo disse...

Caraca! O que fizeram com nossas histórias no weblogger!? Também tive que criar um novo espaço, embora eu já não escreva com tanta ansiedade por leitura nem com tanta assiduidade! rs
Super beijo e sorte no seu novo espaço! rs Tici

 
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